Plataformas conectam pacientes a centros que realizam pesquisas clínicas para testar tratamentos
07/08/2026
(Foto: Reprodução) Hanna Gomes, de 34 anos, é mãe de 6 filhos e viu a rotina de sua família mudar completamente há três anos.
Bem-Estar
Quando se ouve falar em pesquisa clínica, muita gente ainda associa a ideia de experiências arriscadas. No meio de um turbilhão de emoções e acontecimentos, como a descoberta de um câncer, a autônoma Hanna Gomes recebeu um convite para participar de um ensaio clínico. A decisão que ela tomou foi cheia de incertezas, mas trouxe muita esperança, como mostra o quadro do Bem-Estar no É de Casa deste sábado (7).
Pacientes com diversos tipos de doença podem encontrar centros que realizam ensaios clínicos com tratamentos ainda em fase de pesquisa por meio de plataformas online.
Hanna Gomes, de 34 anos, é mãe de 6 filhos e viu a rotina de sua família mudar completamente há três anos. Ela estava sendo tratada para endometriose em 2023, quando teve uma hemorragia e descobriu um câncer de colo de útero em estágio avançado.
Tudo começou depois do nascimento do filho caçula com sangramentos incessantes. Durante dois anos foram tratados como algo sem importância. Até ocorrer a hemorragia que levou Hanna ao hospital. Hanna teve duas paradas cardíacas e um diagnóstico acompanhado do susto do câncer.
“Naquele momento, eu fiquei sem chão, sem ouvir mais nada, não queria mais ouvir nada. Porque naquele momento eu só imaginei que eu ia morrer. Eu só pensava nos meus filhos’, conta Hanna.
Como não pensar? Mas o coração de mãe teve que suportar. Hanna participou de um ensaio clínico que avaliou se mais sessões de quimioterapia ajudariam pacientes que ainda tinham o vírus que causou a doença. Hoje ela tem boas expectativas para o futuro.
“Se não fosse aquele meu sim (para o ensaio clínico), se não fosse o meu casamento com o Instituto hoje não estaria aqui”, conta.
A Hanna recebeu apoio do Centro Integrado de Pesquisa da Amazônia. Ela teve acesso à realização de exames durante o tratamento, além do suporte psicológico humanizado.
“Ele (o câncer) está regressivo. E regrediu de uma forma surreal. O médico disse que nunca teve um resultado tão eficaz como o meu”, conta.
No início dessa caminhada, Hanna foi abandonada pelo ex-marido. Entre tantas superações, hoje ela aproveita cada momento, com o apoio dos seis filhos.
A LifeTime é uma empresa que faz a ponte entre os pesquisadores que realizam ensaios clínicos e pacientes interessados em participar das pesquisas.
O Instituto Vencer o Câncer é uma ONG, que também faz esta ponte por meio de uma ferramenta parecida, mas focada em ensaios de oncologia.